Hoje vocês não estão por perto, e eu sinto um vazio por dentro, um aperto no peito, nó na garganta, vontade de chorar, o que me alivia é saber que apesar de longe, vocês estão bem.Não é fácil querer ouvi sua voz e não poder, por inúmeras circunstancia que aqui não vem ao caso. Não é fácil, querer conversar só pra contar que hoje eu não tive aula, que descobri uma receita nova, que conheci um lugar impressionante, que o calor voltou com tudo.Queria tanto te perguntar sobre meu avô, se ele foi ao médico, conforme o planejado, se está tudo certo pra primeira festinha de aniversário da Aissa, se compraram bolo pra comemorar o primeiro aninho do Mikael, como anda a construção da nova casa, talvez eu até arriscasse perguntar sobre o plano de vocês de voltarem a um dia me visitar.Queria saber se o bebê da Gisele nasceu como estão nossos visinhos antigos, e se a filha da minha poodle finalmente teve filhotes, queria saber tantas coisas que só tem graça se você me contasse, queria te fazer tantas perguntas que você não poderia me responder.A Aissa aprendeu a falar mais alguma coisa? O Melk continua tão levado, e ainda falando bulicão? E o Nicolas parou de tomar leite na mamadeira, e aprendeu a gostar de estudar, já o levaram pra tirar o dentinho de leite? Mikaelzinho ainda da beijos mordendo, já está andando?É! As mães não ensinam tudo aos seus filhos! Eu descobri sozinha que a distância dói menos que a solidão acompanhada, de tantas conversas deixadas pra depois por se está ocupado, ou simplesmente não estar a fim de conversas, um desinteresse desencadeado pelo costume cotidiano. E assim eu descubro que às vezes estar distante é uma forma de se fazer presente... E que às vezes a dúvida é melhor que algumas certezas.Esse ano é o nono ano seguido que não passo o dia das mães com minha mãe, apenas uma constatação, que deixo aqui jogada ao léu.O fato é que as perguntas que realmente importam, não sei como fazê-las...E com a distância sigo enganando meu coração e esperando cada natal, páscoa, carnaval e feriados, e confortando meus dias com suas orações de pais de filhos ausentes, sabendo que a cada telefonema, sua benção amadurecerá em meu espírito os conselhos que me deram.
Este é o lugar que escolhi para guardar o que meu coração derrama, gritar em palavras meus sentimentos, e dizer toda e qualquer amenidade que me vier à cabeça...
sexta-feira, 23 de abril de 2010
domingo, 7 de fevereiro de 2010
À uma grande amiga
Sim, eu voltei para examinar o passado, e hoje meu passado se chama amizade, e meus amigos se chamam saudade. Posso dizer dos amigos que tenho que são meus melhores amigos, os melhores do mundo. São numerosos os que me saúdam, mas íntimo de minha casa apenas um a cada mil.
A primeira vez que experimentei a dor da separação de um verdadeiro amigo foi a onze anos, seu nome é Thaís. Como esse nome fez doce minha infância e adolescência, eramos como irmãs; a lacuna que se abriu em minha alma quando a vida colocou mais de mil quilometros entre nós, nunca se fechou.
Hoje tenho uma vontade tímida de saber em quem ela se tornou, e um pesar por não ter estado por perto quando ela se tornou mãe, ou quando conheceu seu marido. As vezes encontro no sorriso de alguém estranho, o jeito tão familiar do sorriso que coloriu durante anos minha vida.
As cartas que trocavamos nos primeiros anos de separação se não se perderam, estão em algum canto, onde passam desapercebidas, mas o formato grande e arredondado de sua letra ficou gravado em minha memória.
Gostaria de dizê-la que tenho guardado comigo cada momento, e se fecho os olhos posso sentir o cheiro da casa onde ela morava, lugar que foi meu segundo lar, que guardo com ternura o primeiro anelzinho usado por ela quando bebê confiado a mim na despedida, que ainda me lembro o ruído singular que sua garganta faz pouco antes de expirrar. Não esqueci o segredo por ela ensinado de como fazer um café infalível; e que todas as vezes que misturo arroz com feijão na mesma panela ainda me lembro dela. Seu jeito de dançar, de sorrir e de chorar, ficaram comigo guardados, até que o reencontro me diga em que se converteram.
Há seis anos não a vejo, mas sei que quando a encontrar, será como sempre foi, como se não houvesse tempo nem distância, distância essa que muito aumentou, mas que nunca, por nenhum momento corroeu ou diminuiu nossa amizade. Pois amigos são irmãos, e a fraternidade é um laço inquebrável.
Continuarei enganando meu coração, em relação a distância que me separa de todos meus bons amigos, dizendo que os amigos estão no lugar que devem estar, e que permanecem por perto, enquanto Deus achar necessário.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Feliz a Nação cujo Deus é o Senhor!
Cristo Pantocrátor (Senhor do Universo) na técnica encáustica, século 5, Mosteiro de Santa Catarina no Monte Sinai, entre Israel e Egito.
Em Jerusalém e arredores da Ásia Menor o Cristo já era pintado nessa técnica própria das múmias egípcias, com barba, olhos escuros e cabelos lisos, como era o homem da região nessa época e segundo grande tradição.
"Inspirada no juízo final Esta imagem foi propositalmente postada neste texto, pois esta arte sacra representa Jesus com a feição ao mesmo tempo misericordiosa e irada. É o rei-juiz que diz aos que estão à sua direita: "Vinde benditos!"; e aos da esquerda: "Apartai-vos, malditos! . Reúnem num só rosto, de forma paradoxal, as duas formas de Deus nos amar: a compaixão e a ira.
Quando olhamos para as metades separadas do rosto, conseguimos enxergar quase que duas pessoas diferentes."
(um olhar que cura, Pe. Paulo Ricardo)
[Senhor],
Ninguém vos perde, a não ser quem vos abandona. E porque abandona, para onde vai ou para onde foge senão para longe de ti misericordioso e para perto de ti irado?
(Santo Agostinho, Confissões).
Desde já peço desculpa a todos, cujo meu modo de pensar possa contrariar, no entanto, o livre arbítrio, me permite falar de um assunto tão delicado que por tantas vezes possa parecer preconceito, como em inúmeras ocasiões fui intitulada, no entanto a meu ver preconceito é falta de respeito; e não devo aceitar tudo só pra dizer que sou tolerante, e sou, ou não preconceituosa que também sou, pois se há uma coisa pela qual prezo é o respeito, sobretudo pelo ser humano.
A verdade é que quando se trata de fé, Deus, religião, não há como ser imparcial. E hoje vou falar de Haiti, vudu, e tragédia.
Toda a desgraça que se abateu sobre o Haiti, me chamou muito atenção, aliás esse país sabe chamar atenção, por tão constantes desventuras que o cerca, fome, miséria, aids, o país mais pobre da América Latina, senão do mundo; mas o que de fato me intrigou foi a imagem dos destroços da igreja que foi destruída completamente pelo terremoto, a mesma igreja onde se encontrava a missionária Zilda Arns. No meio dos destroços uma cruz em pé, a unica coisa que permaneceu em pé durante o violento tremor. Aquela imagem gritou em meu coração, que para muitos é coincidência, pra mim, providencia.
Deus é um Deus ciumento, e no Haiti, embora 92% da população se declare católica, (não quero com isso dizer que todos devam ser católicos) todos praticam o vudu, e eu como boa católica que sou não poderia falar sobre esse assunto sem atrair sobre mim, a incredibilidade, e até repulsa, portanto valerei me aqui de um texto de André Góes, Mestrando em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Bacharel em Ciências Sociais/UFF, especialista em Políticas Públicas em Justiça Criminal e Segurança Pública/UFF e especialista em Relações Internacionais pela UNILASSALE.
Fato que sempre me chamou a atenção em relação ao Haiti é a quantidade de desgraças ocorridas naquele território. Desde o processo de independência – na última década do século XVIII - até a catástrofe ocorrida esta semana, inúmeros fatos no mínimo estranhos – para os olhos de quem está atento também ao “outro lado” – têm destroçado a esperança de quem torce por um Haiti harmônico.
Desde criança sempre me fascinou as imagens relativas aos zumbis e às bonecas espetadas do vodu haitiano. Boa parte das pessoas ainda associam o Haiti à prática da magia negra, eu faço parte desse grupo. Isso se deve ao fato de enxergar os fenômenos ocorridos naquele país não apenas com os olhos do cientista social, mas também com a experiência de quem é versado em estudos de magia e de religião: servi como guardião (ERRATA: em uma ordem iniciática que levantava a bandeira) da Grande Fraternidade Branca e durante alguns anos trabalhei com diversas entidades na Umbanda.
Quando comecei a trabalhar com entidades, minha intenção era curar mazelas espirituais e físicas de pessoas aflitas. Contudo, conforme os anos passaram, ficava mais claro que eu e minha “coroa” nos distanciávamos do trabalho empreendido pelo grupo, na medida em que parte do trabalho da “doutrina” se voltava para outras finalidades, que julgo serem muito discutíveis. Até hoje não sei o que estava por trás das mudanças na linha da "doutrina", o fato é que os adeptos, à exceção de alguns, estavam interessados nas “macumbas”. Saí desse meio pois não estava de acordo com o entendimento comum.
Nos ritos africanos e/ou afrobrasileiros os indivíduos são extremamente individualistas. Ainda que o discurso seja o da união e do anímico, percebi durante esses anos que as aspirações dos praticantes se voltam para a satisfação de vontades particulares, sejam elas a obtenção de favores: destruição de casamentos, morte de pessoas, ganho de causas judiciais, melhoria financeira etc. O plano do “serviço”, ou seja, do trabalho assistencial, fica muitas vezes em último plano.
Alguém dirá que isso que narro não é a regra. Embora não conheça todos os vudus, umbandas, candomblés e quimbadas da vida, as narrativas são sempre muito próximas: líderes religiosos que cobram por favores, sacrifícios animais e humanos (sic) e por aí vai. A maior parte de centros e terreiros oferece algum tipo de risco ao praticante e não se dedica a reprodução de práticas minimamente éticas.
Devemos comentar um pouco sobre o vudu e suas proporções. Esta prática não está restrita ao Haiti, porquanto mesmo nos EUA - estados do Mississipi e Louisiania – essa manifestação tem força considerável. O vudu haitiano se origina no sincretismo de alguns antigos ritos do Daomé (Benin) com o catolicismo imposto por franceses, ainda no século XVIII. O resultado disso é uma população que se diz católica (mais de 90%) e ao mesmo tempo adepta do vudu (100% ?). Desde 2003, o vudu é religião oficial do Haiti – a ideia surgiu do ex-padre e ex-presidente Jean Bertrand Aristides.
As cerimonias vudus, assim como a de outras seitas e religiões presentes no Brasil, são compostas por rituais de mortificação, sacifícios de animais, práticas com sangue fresco, incorporações, utilização de fumo e álcool. O período das celebrações é o noturno. Os famigerados bonecos são réplicas de seres humanos: os praticantes dizem que servem para praticar o bem a outrem, no que os relatos de turistas, antropólogos e outros estudiosos discordam – na verdade, as alfinetadas serviriam muito mais para infligir algum dano à figura de uma determinada pessoa materializada no objeto.
Já no que diz respeito aos zumbis, versa o antropólogo do museu botânico da universidade de Harvard Wade Davis “O ritual se dá por meio da magia negra [...] a vítima tem todo o indício de morte aparente, quase não respira, tem a pele fria, quase não tem pulsação e, mesmo assim, está viva”. Ou seja, do ponto de vista da espiritualidade e da cosmoética, não há nada de nobre nesse instituto. Há mais, segundo o historiador João Flávio Martinez:
“O bokor, praticante de magias e feitiços, possuído por uma entidade chamada Baron Samedi, fornece as diretrizes para a pessoa que deseja praticar a magia. O “cliente” tem de ir ao cemitério, à meia-noite, e ali apresentar ofertas especiais às divindades. Dali, ele deve tomar um punhado de terra para cada pessoa que deseja matar (esta é considerada uma magia negra para a morte). Após pegar a terra, o praticante deve espalhá-la pelos lugares em que suas vítimas costumam passar. Depois, retira algumas pedras de um túmulo, as quais servirão como instrumentos para realizar o designo maligno. Quando o praticante joga a pedra na porta da casa da pessoa para qual a magia foi direcionada, a vítima começa a adoecer e a emagrecer, chegando à morte em um curto espaço de tempo.”.
Parece óbvio que onde se encontrarem duas pessoas, ou mais, energias, pensamentos, sentimentos e práticas ganharão corpo formando um corpo invisível próprio. Segundo Helena Blavatsky, essa reunião criará algo independente, mais forte que as partes e ao mesmo temo relacionado a elas, pois origina-se da força do grupo: a egrégora. Reforça De Rose que ela é mais atuante o quanto mais antiga e maior a quantidade de membros, retroalimentando-se do que é projetado pelos componentes, à medida que influencia o universo destes. Imaginemos, desse modo, a força da egrégora do povo haitiano, em correlação com a identidade coletiva de praticantes de vudu, que são, na verdade, coincidentes...
No processo de estabelecimento da independência e da república haitiana, a segunda na América, muito sangue foi derramado e ódio perpretado. A pobreza e a escravização capitalista também humilharam o povo haitiano colaborando para que hoje, e ainda mais agora após o terremoto, o Haiti conste como um dos Estados mais miseráveis de que já se teve notícia. Adicionemos as pomposas cortes de sangue dos insanos Papa Doc e Baby Doc mais os anos de Aristides, os dois primeiros usaram e abusaram do vudu; o último reverenciou-o oficialmente.
Para o neófito isso tudo é obra do azar. Reúna, no entanto, os elementos geográficos, econômicos e históricos, adicione uma pitada de práticas psico-energéticas extremamente negativas e teremos um resultado perverso.
Pode até haver coincidência, se defirnimos esse sintagma como a incidência de forças para o mesmo ponto, que, nesse caso, condensa o amálgama de disposições nefastas geradas, reproduzidas e reafirmadas por um povo que insiste na prática indiscriminada da magia negra. São diversos fatores, sem dúvida, porém qual é a influência dessa égregora maligna sobre os ocasos haitianos?
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Peculiaridades?
Escute Hellen, por que a pressa? Por que a ânsia? Será mesmo preciso ser tão passional? Tente ser mais cautelosa, afinal o que diria sobre seus ímpetos Baltasar Gracian? O que pensaria Erasmo de Rotterdam? Se você não liga então por que os lê?
As vezes fico pensando se todas as pessoas do mundo se auto sabatinam, ou se sou mesmo louca, a verdade é que tenho todas as respostas antes mesmo das perguntas se formarem; talvez esses questionários são para saber o grau de conforto para comigo mesma, desde que descobri que personalidade não é destino, venho tentando ver se tenho conserto, mas, devo confessar que estou feliz comigo. Esse meu jeito louco de ser me tirou o sono tantas vezes, e como amo dormi, resolvi que isso é charme meu, tipo, dizer o que penso e principalmente o que sinto, o que quero não é pra qualquer um, embora todos juram que ser contido é tarefa árdua. Admito que admiro pessoas calmas, contidas, equilibradas, que conseguem ficar impassíveis diante do pior insulto, e eu só os admiro pelo fato de não saber como eles conseguem.
Tenho pra mim que sou caso perdido, não me imagino não defendendo a ferro e fogo aquilo que acredito, mas, ao longo do tempo também aprendi que nem tudo que se pensa deve ser exteriorizado, embora quando minha boca me obedece, minha expressão me entrega. Agora também consigo ficar calada e até dissimulada, diante de filosofias que vão contra tudo aquilo que acredito; mas pelo amor de Deus não venha me dizer do que devo gostar, que roupa usar porque esta na moda, que música ouvi, só porque quem canta é um ícone, ou que filme admirar porque seu diretor é aclamado, e se quer saber nunca li Paulo Coelho, e é provável que jamais leia.
Para as outras pessoas eu não sei, mas para mim, meu pior defeito é não saber mentir, morro de medo de me trair, e como isso as vezes faz falta; minha melhor qualidade eu ainda não sei, porque tenho tantas, mas creio que a modéstia possa encabeçar a lista; minha excentricidade, pra quem tem dificuldade de notar é mudar de assunto no meio do assunto; minha hora favorita do dia, é o final da tarde; minha cor o xadrez, minha angustia a saudade; minha dor meu jeito impulsivo de ser; minha alegria meu jeito transparente de ser, minha felicidade saber quem sou, com todas as dores e delicias, com oscilações de todos os tipos. Enfim, ainda não sei pra onde vou, mas ao menos conheço três possibilidades, embora a terceira não ouso mencionar, e algo em mim me diz que meu caminho jamais será esse.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Discurso de oratória.
Hoje vou postar o discurso de oratória da minha formatura na faculdade, foi um momento único na minha vida, ter sido a oradora da turma foi uma vitória ímpar, da qual eu jamais me esquecerei.
"Não tento ser melhor do que ninguém. Tento apenas ser melhor do que eu mesmo." (Mikhail Baryshnikov) adaptado.
DISCURSO DE ORATÓRIA (26/08/2007)
Senhoras e senhores, boa noite!
Gostaria inicialmente, de cumprimentar todos os componetes da mesa na pessoa do Superintendente da Faculdade, Sr. Nelson de Carvalho Filho; e a todos os nossos parentes e amigos, que aqui se encontram prestigiando esta solenidade.
Nosso agradecimento especial à Comissão de Formatura, pelo seu incansável e prestimoso trabalho, sem o qual não seria possível a cerimônia que ora se realiza.
Em primeiro lugar é uma honra imensa e uma responsabilidade assustadora, falar em nome da turma pois todos sabem o quanto pesa um aglomerado de pessoas que nos voltam a atenção, a ponto de fazer tremer o mais destemido ser humano. E em nome dessa atenção peço perdão desde já se a voz embargar, se as mãos tremerem, se a palavra não sair.
Ontem entramos para faculdade com um sentimento profundo de indignação, indignação com a sociedade, com as injustiças, com o sistema, com a política, com o Estado, com o Legislativo, e sobretudo com o Judiciário; hoje estamos aqui cumprindo uma etapa da luta que só está começando, a luta de transformar essa indignação diante do mundo em justiça, em um lugar melhor, a partir de hoje não poderemos colocar a culpa em ninguém dos nossos insucessos, porque agora poderemos ser o que quisermos: advogados para ficar ao lado dos desprotegidos e marginalizados; promotores para lutar contra a corrupção, contra as perversidades que nos assombram; juizes para tentarmos um mundo justo, as vezes tendo de trocar o direito pelo senso de justiça; procuradores, deputados, ou apenas lamentadores, pessoas que se acostumaram tanto a colocar a culpa nos outros que preferem ficar só olhando e lamentando que o mundo poderia ser melhor, chegamos até aqui, podemos ir até onde quisermos, a exemplo de Dom Quixote não deixemos que os moinhos de vento se transforme em dragões e nos paralizem de medo.
Há um mundo lá fora que espera por nós, um mundo de pessoas que confiarão seus maiores medos , seus anseios, suas necessidades, e muitas vezes nos confiarão tudo o que tem.
E há aquelas pessoas (nossos pais, amigos, esposas, esposos, namorados e namoradas, filhos) que nos amam, nos apoiam, que muitas vezes se resignaram diante de nossa ausência, e acima de tudo confiaram, acreditaram, esperaram e ainda esperam de nós, alguns formandos abriram mão da presença da família, do conforto da lar, pra estarem aqui, mas a colação de grau não é o ápice desse sonho, pelo contrário é só o começo de uma vida de luta e realizações.
Que nesses cinco anos em que convivemos juntos, onde aprendemos a lidar com as diferenças, a admirar as virtudes, possamos ter aprendido com a dedicação do Eurico, da Cássia, do Noé, da Pamella, do Silvio Santos e do Wilson; com a responsabilidade do Willian, do Marinho, do Márcio e do Claudionir; com o companheirismo do Elinho, da Eliene e da Glauciene; com a meiguice da Isabella, da Cíntia e da Josy; com o carisma da Janice, da Sara Maria e do Wesley, com a cortesia do Emerson, do Sentiago, do Sirley e do Francisco Airton; com o dinamismo da Sônia e da Ana; com a simpatia do Elder e do Rafael; com a discrição do Sílvio, da Sirlene, da Keila e do Rogério; com a sinceridade do Robson, da Márcia, da Sara Arcanjo, da Juvelina e da Gleide; com a diligência do Francisquênede, do Anildo, do José Eduardo, do Tarley e do Kleiton; com a firmesa do Carlos, da Wesdra e do Roberto; com a força da Lana, da Jaqueline e da Juliana; com o bom senso da Lidiane, da Marcione e da Fernanda e com a transparência divertida do Vitor Hugo e da Tatianny.
Que Deus possa nos dá humildade em nossos triunfos e forças nos percalços, discernimentos perante as injustiças, coragem para que permaneçamos íntegros e éticos, e, sobretudo, que nos dê sabedoria, pois por mais que alguém fosse perfeito entre os filhos dos homens sem a sabedoria que vem de Deus seria contado como nada.
Que possamos ser dignos de sermos chamados de doutores, digníssimos, ilustríssimos, meritíssimos, que saibamos ser grandes em nossa pequenez.
E finalmente que possamos não só saber, mas viver o artigo 5º caput da Constituição: "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, a liberdade, a igualdade, a segurança e a propriedade.
Obrigada!
Hellen Dayane B. de Sousa. agosto de 2007
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Feitiços do tempo
Hoje pela manhã, decidi revirá o baú do meu passado e relembrar de algumas coisas das quais eu curtia nos anos 90. Caramba, como a gente muda! Mas o que fomos, nunca vai mudar, vai ficar pra sempre num cantinho dentro da gente.
Ouvi músicas, cantei, vi fotos, me lembrei de fatos, e o curioso é que coisas das quais eu amava, e hoje talvez eu tenha horrores, ainda me fazem chorar por lembrar de uma época inalcansável, de quando eu era uma garotinha sonhadora, e sonhava com a vida de hoje, com as realizações, com tudo que eu poderia ser e realizar, e minha única preocupação era viver.
Mesmo renegando algumas coisas do passado, como gosto musical, paixões "infantis" como Sandy e Júnior, ou até mesmo comportamento adolescente, talvez sonhos, roupas, modo de pensar, ainda sim, acho que prefiro o jeito como eu era antes.
Eu amadureci, cresci, realizei tantas coisas, estou onde deveria estar quando imaginava o futuro, talvez não tão exatamente como planejei, mas segui o roteiro como pude. Talvez a razão desta nostalgia, seja porque a vida era tão mais leve e descomprometida, os problemas que eu tinha não eram meus, porque papai resolvia tudo por mim. mamãe estava sempre por perto, acordava todas as manhãs com o cheirinho de café e minha tarefa diária era sonhar...
Estranho: eu era conhecida como a garota meiga, a amiga pra todas as horas, hoje sou apontada como a moça brava, gêniosa, como sempre fui, talvez fosse meu jeito Sandy de ser, que me tornava meiga, ainda tenho uma certa doçura, mas mudei minhas preferêcias, ainda sou a amiga pra todas as horas, mas meus amigos estão centenas de quilometros longe de mim, todos os amigos que conquistei ao longo dos meus vinte e tantos anos.
Parei de tomar café com chocolate, me desfiz de todos meus vestidos vermelhos, minhas lindas sandálias de salto viraram recordações dentro do armário, talvez tenha desaprendido a usá las, a maquiagem passou a ser discreta, até meus longos cabelos cacheados deram lugar a uma nova mulher, papéis de carta, e poster não fazem parte da minha lista de coleções, adquiri fobia de telefone, não compro mais cds semanalmente, não ouço Laura Pausini, Sandy e Jr, e nem sei como pude gostar de Henrique Iglesias, Bon jovi, Madona; dessa época só ficou Kid abelha, Alanis, algumas músicas da Shakira, Djavan, Legião Urbana, e meu horror por bandas de rock pesado e meu amor por MPB, que aliás cresceu bastante.
E como o origial não se desoriginaliza, ainda amo unhas vermelhas, ainda choro quando assisto "meu primeiro amor", ainda sou fã apaixonada de Karol Wojtyla, e ainda quero ser juíza.
Com certeza eu perdi muitas coisas ao longo do caminho, que deram lugar ao hoje, e de todas as coisas que perdi, o medo é a que celebro.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Bolsa no Pac!! Isso é que é bolsa.
As vezes fico pensando como é fácil ser comunista, quando se está do lado de cá, do lado das pessoas comuns, sem poder, poder no sentido dos três poderes da República.
Nunca me simpatizei com o comunismo, nem de longe; nem com o comunismo tentado, nem com o utópico, não nego! Aceito ser chamada de qualquer coisa nessa vida, menos hipócrita, nem por isso deixo de ser uma pessoa preocupada com o social, mas o que minha opinião tem com isso? Deixa pra La. MAS VOU DIZER ABERTAMENTE: Tomara que o LULA não faça sucessor(A) nada contra ele.
"A ministra Dilma Rousseff, numa foto publicada em setembro de 2009, em O Globo, deve ter se esquecido de esconder a bolsa - tamanha foi a bronca no assessor do Geddel. Trata-se de uma Kelly, grife Hermès, criada em homenagem à princesa Grace, e objeto de consumo das milionárias mundo afora." (Anna Ramalho, em coluna no Jornal do Brasil)
Fomos apurar qual é o preço de um mimo desses: a bolsa não custa menos de 4.700 euros - cerca de R$ 14 mil. Portanto, quem ainda teme a ex-revolucionária comunista dos anos 70 pode ficar tranquilo. Não se usa uma "Kelly" impunemente.
Para comprar a bolsa que ela usa, o trabalhador brasileiro tem que trabalhar dois anos, sem comer, sem morar, investindo tudo na bolsinha da ministra do PAC.
Enquanto ela e Lula atiram bolsa-família para manter a ignorância do povo, Dilma se agarra mesmo é no poder para poder andar como madame.
Resultado de tudo isso: Lina não mentiu, e Dilma é a campeã absoluta em REJEIÇÃO!
Graças a Deus!
Observações finais:
Onde encontrar a bolsa da Ministra PODEROSA!!:
ORIGINAL
Bolsa Kelly, da Hermes (hermes.com). Sem loja ou importadora no Brasil
Preço Cerca de R$ 10 000
Bolsa Kelly, da Hermes (hermes.com). Sem loja ou importadora no Brasil
Preço Cerca de R$ 10 000
HOMENAGEM
Bolsa Francesco Rogani (Via Condotti, 47, Roma, 39-06/678-4036), como a da ministra Dilma Rousseff
Preço Em torno de R$ 600
Bolsa Francesco Rogani (Via Condotti, 47, Roma, 39-06/678-4036), como a da ministra Dilma Rousseff
Preço Em torno de R$ 600
Outras releituras de grifes
ORIGINAL
Bolsa 2.55, da Chanel. Importada pela Daslu (Avenida Chedid Jafet, 131, 11/3841-4000)
Preço Cerca de R$ 9 000
Bolsa 2.55, da Chanel. Importada pela Daslu (Avenida Chedid Jafet, 131, 11/3841-4000)
Preço Cerca de R$ 9 000
HOMENAGEM
Bolsa da ShoeStock (Rua Doutor Cardoso de Melo, 1200, São Paulo, 11/3045-1200, shoestock.com.br)
Preço R$ 299,90
Bolsa da ShoeStock (Rua Doutor Cardoso de Melo, 1200, São Paulo, 11/3045-1200, shoestock.com.br)
Preço R$ 299,90
ORIGINAL
Perfume 212 feminino, da Carolina Herrera (carolinaherrera.com)
Preço Cerca de R$ 289 (60 ml)
Perfume 212 feminino, da Carolina Herrera (carolinaherrera.com)
Preço Cerca de R$ 289 (60 ml)
HOMENAGEM
Deocolônia 26, da Contém 1 g (Rua João Cachoeira, 442, 11/3168-0206,contem1g.com.br)
Preço R$ 51 (50 ml)
Deocolônia 26, da Contém 1 g (Rua João Cachoeira, 442, 11/3168-0206,contem1g.com.br)
Preço R$ 51 (50 ml)
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